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Giro Limpurb

A Empresa de Limpeza Urbana de Salvador (Limpurb) apreendeu, nesta terça-feira (26), mais um veículo flagrado realizando descarte irregular de entulho nas imediações da localidade conhecida como Paquistão, próximo à Brasilgás, durante uma operação especial de fiscalização em diversos pontos da capital baiana.

Desde janeiro deste ano, a Limpurb já registrou mais de 80 autuações relacionadas a irregularidades na destinação e transporte de resíduos em Salvador, entre elas descarte irregular, circulação de veículos sem cadastro e transporte de materiais sem lona de proteção. Desse total de autuações, 32 foram para pessoas físicas e 52 para pessoas jurídicas.

O motorista desta terça-feira foi flagrado pelas equipes de fiscalização despejando resíduos de forma irregular em área pública. Diante da infração, o veículo foi conduzido, junto com o proprietário, para o pátio da Limpurb, onde foram adotadas as medidas administrativas cabíveis.

Na operação desta terça, os agentes de fiscalização também promoveram ações educativas em bairros do Subúrbio Ferroviário, como Rio Sena, Itacaranha, Lobato e regiões próximas ao Parque São Bartolomeu. As equipes também percorreram localidades como Ilha Amarela e toda a extensão da Avenida Suburbana.

No Rio Sena, um reciclador foi notificado formalmente por descartar restos de geladeiras e peças de fogão em área pública, nas proximidades de um posto de saúde. O responsável recebeu notificação preliminar e também foi orientado a encaminhar os resíduos para um ecoponto da região.

Em outro caso, um homem foi flagrado descartando materiais com um carrinho de mão em um ponto irregular, próximo à entrada do Parque São Bartolomeu. Ele foi advertido e orientado a realizar o descarte em local apropriado. A área onde ocorreu o descarte passará por limpeza, implantação de um ponto verde e instalação de placa proibitiva para evitar novas irregularidades.

Durante as abordagens, recicladores, comerciantes e moradores foram orientados sobre a destinação correta de resíduos e a utilização dos ecopontos disponíveis na cidade.

Recentemente, moradores do Stiep flagraram uma caçamba descarregando entulhos em um terreno em frente à Lagoa dos Dinossauros. A placa foi identificada e enviada aos órgãos competentes da gestão municipal.

Penalidades – O descarte irregular de resíduos sólidos em vias públicas é proibido pela legislação municipal e pode configurar crime ambiental, conforme previsto na Lei Federal nº 9.605/1998, além de provocar impactos ambientais, obstrução de espaços públicos e degradação urbana.

Limpurb alerta que os responsáveis por essa prática estão sujeitos à aplicação de multas e outras penalidades. Para pessoas físicas, os valores variam entre R$ 129,10 e R$ 1.936,44. Já para pessoas jurídicas, as multas vão de R$ 516,38 a R$ 3.872,83, de acordo com a gravidade da infração.

Denúncias sobre situações de descarte irregular podem ser feitas por meio do Salvador Digital ou através das redes sociais oficiais da Limpurb.

A Empresa de Limpeza Urbana de Salvador (Limpurb) realizou nesta quarta-feira (27) mais uma edição do Clubinho da Limpurb, desta vez na Rua Gilson Fonseca, no bairro de Tancredo Neves. A iniciativa contemplou Maria Liz, de quatro anos, que diariamente espera os garis responsáveis pela coleta na sua rua para demonstrar admiração pelos profissionais.

Segundo Maria Clara, mãe da criança, o carinho pelos agentes de limpeza começou ainda cedo. “Ela sempre gostou deles. Desde um ano de idade fica muito alegre quando vê o caminhão passando e esse momento de hoje com certeza foi muito especial para ela”, contou.

O Clubinho da Limpurb tem como objetivo promover a valorização dos garis e margaridas, mostrando às crianças a importância do trabalho realizado pelos agentes de limpeza urbana e incentivando o respeito e reconhecimento por esses profissionais.

Gari há nove meses, Matheus Chagas disse que o carinho das crianças faz diferença na rotina de trabalho dos profissionais da limpeza urbana. “A gente se sente animado. Quando encontra uma criança assim, esbanjando alegria e carinho, acaba levando esse amor pra casa também”, afirmou.

Durante a ação, Maria Liz recebeu uma fardinha especial, brindes e viveu um momento especial ao lado dos profissionais que já fazem parte do seu cotidiano. O vídeo do encontro especial entre Maria Liz e os garis será divulgado nesta sexta-feira (29), nas redes sociais oficiais da Limpurb.

Os cidadãos interessados em participar do projeto ou solicitar ações do Clubinho podem entrar em contato através das redes sociais da Limpurb ou por meio do Salvador Digital.

A Secretaria Municipal da Saúde (SMS) de Salvador intensificou as estratégias de prevenção, monitoramento e assistência diante do aumento de casos de arboviroses registrado nas últimas semanas na capital baiana. Dados parciais da Vigilância Epidemiológica, referentes até a 20ª Semana Epidemiológica de 2026 (22/06), ainda sob consolidação, apontam crescimento de casos prováveis de dengue e chikungunya em relação ao mesmo período do ano passado.

Até o momento, Salvador registra 1.356 casos prováveis de dengue, frente aos 1.204 registrados no mesmo período de 2025, além de 135 casos prováveis de chikungunya, contra 75 ocorrências no ano anterior. Apesar do aumento, o cenário permanece inferior aos anos de maior circulação viral, com número de casos ainda muito abaixo do registrado em 2024 e 2023.

O crescimento neste período do ano é compatível com a sazonalidade das arboviroses, especialmente nos meses mais chuvosos, quando há maior acúmulo de água parada e condições favoráveis à reprodução do mosquito Aedes aegypti. Alterações climáticas, circulação viral e fatores ambientais também influenciam o comportamento das doenças. Outro ponto de atenção é a predominância do DENV-2, responsável por 99,6% das amostras analisadas em Salvador, sorotipo associado a maior risco de agravamento da dengue.

“Estamos acompanhando esse cenário diariamente e nos antecipando às necessidades da rede. Há crescimento em relação ao ano passado, mas ainda em um patamar inferior aos períodos de maior circulação viral já vividos pela cidade. Mesmo assim, a Prefeitura não espera o agravamento do cenário para agir. Estamos reforçando protocolos, ampliando ações nos territórios e intensificando o monitoramento”, destaca o secretário municipal da Saúde, Rodrigo Alves.

Entre as ações já adotadas pela SMS estão protocolos específicos nas unidades de urgência, ampliação das equipes de UBV costal (fumacê), mutirões integrados com a Limpurb e monitoramento diário dos territórios com maior concentração de hospitalizações, especialmente no Subúrbio Ferroviário, Cabula/Beiru e Itapuã.

As ações de campo seguem intensificadas. Nesta terça-feira (26), tiveram início bloqueios focal e espacial para interrupção da transmissão de arboviroses em áreas com casos notificados de Paripe, além de mobilização social educativa. Já nesta quarta-feira (27), o bairro receberá uma força-tarefa entre CCZ e Limpurb, com capinação, mutirão de limpeza, retirada de materiais inservíveis e aplicação espacial de inseticida (UBV).

Até o momento, Salvador registra um óbito confirmado por dengue, além de dois casos sob investigação para a doença e um óbito em investigação por chikungunya, acompanhados pelas equipes de Vigilância em Saúde. “A rede está mobilizada, mas o combate ao mosquito depende da participação de todos. Pequenas atitudes dentro de casa fazem diferença para proteger toda a cidade”, reforça o secretário.

A SMS orienta a população a eliminar recipientes com água parada, manter caixas d’água fechadas e procurar uma unidade de saúde em caso de sintomas como febre, dores no corpo, manchas vermelhas e mal-estar.

A Prefeitura, através da Defesa Civil de Salvador (Codesal), desenvolve um forte trabalho preventivo por meio da Operação Chuva para minimizar os transtornos provocados pelo mau tempo. No entanto, além das ações diárias que envolvem diversos órgãos municipais, a autarquia reforça que a colaboração da população é fundamental para reduzir riscos e evitar ocorrências mais graves.

O órgão faz um alerta sobre atitudes que podem agravar ainda mais os impactos causados pelo período chuvoso. O descarte irregular de lixo em vias públicas, encostas, canais e bocas de lobo está entre os principais fatores que contribuem para alagamentos, deslizamentos de terra e obstrução do sistema de drenagem da cidade.

“Jogar resíduos em locais inadequados dificulta o escoamento da água da chuva e pode provocar situações de emergência, colocando vidas em perigo”, reforça o diretor-geral da Defesa Civil de Salvador, Adriano Silveira.

Outras práticas comuns que aumentam os riscos durante o período chuvoso são o descarte de óleo de cozinha na pia, o acúmulo de lixo e entulho em quintais e terrenos baldios, a obstrução de calçadas e sarjetas, além de construções irregulares em áreas de encosta sem orientação técnica. “Ligar esgoto clandestino à rede de drenagem e não realizar a manutenção de calhas e telhados das residências são atitudes que impactam diretamente o escoamento da água”, acrescenta o diretor da Codesal.

Responsabilidade coletiva – A gestão municipal destaca que manter a cidade limpa e segura é uma responsabilidade compartilhada e reforça a importância de pequenas atitudes no dia a dia, como respeitar os horários da coleta domiciliar e utilizar os serviços adequados para o descarte correto de resíduos. Em períodos de chuva, essas ações são fundamentais para reduzir transtornos e preservar vidas.

Materiais como restos de construção, móveis velhos, utensílios e eletrodomésticos não devem ser descartados com os resíduos comuns, pois comprometem a coleta regular, danificam equipamentos e contribuem para o transbordamento dos recipientes de coleta. Quando descartados de forma irregular, esses resíduos são muitas vezes arrastados pela água da chuva, entupindo calhas, bocas de lobo e redes de drenagem, o que favorece o acúmulo de água e provoca alagamentos nas vias.

A Empresa de Limpeza Urbana de Salvador (Limpurb) montou uma operação emergencial de limpeza em pontos estratégicos da capital baiana após a paralisação nacional dos agentes de limpeza, realizada nesta sexta-feira (15).

Foram mobilizadas 34 equipes de serviços especiais, com 25 agentes cada, para atuar nas principais vias, locais de grande circulação e regiões de comércio em bairros como Periperi, Paripe, Liberdade, São Caetano, Sussuarana, Cajazeiras, São Marcos e Imbuí. Além da varrição, são realizadas a coleta, roçagem, limpeza de praias e lavagem de vias em toda a cidade.

Limpurb aponta que a paralisação descumpriu a Lei Federal nº 7.783/89 (Lei de Greve), especialmente o artigo 3º — que exige comunicação prévia — e o artigo 9º, que obriga a manutenção de equipes mínimas em serviços essenciais. A limpeza urbana se enquadra nessa categoria por seu impacto direto na saúde pública e no funcionamento da cidade.

A Empresa de Limpeza Urbana de Salvador (Limpurb) implantou um Ponto Verde na Praça dos Dendezeiros, no Bonfim, nesta terça-feira (17). A iniciativa faz parte do cronograma de ações da Limpurb para combater os pontos de descarte irregular e levar qualidade de vida aos moradores.

Durante o mês de março, outros três jardins comunitários foram instalados na Cidade Baixa: na Orla da Ribeira; na Avenida Luiz Tarquínio, no bairro da Boa Viagem; e na Rua Frederico Lisboa, em Roma.

O presidente da Limpurb, Carlos Augusto Gomes, reforça a importância do cuidado dos moradores para a preservação desses pontos. “Os jardins comunitários são essenciais para acabar com as zonas de descarte irregular e também para evitar a proliferação de vetores de doenças. Porém, quando não há colaboração da população, fica difícil mantê-los preservados. O Ponto Verde da Boa Viagem, por exemplo, foi vandalizado após dez dias de entrega”, afirma.

Os moradores do Bonfim aprovaram a iniciativa. “Todos os dias eu passo por aqui, tinha muito mau cheiro e bastante entulho. Agora, com esse jardim, ficou muito melhor. Está de parabéns”, disse o mototaxista Diego Costa.

Morador do bairro há 61 anos, Luís de Souza pontuou: “O principal problema aqui é o descarte irregular; infelizmente os moradores jogam o lixo na hora errada e em locais errados. A ação de criar essa área verde é muito positiva, e há mais pontos que precisam dela”.

Quem tiver interesse em levar o Ponto Verde para o seu bairro pode registrar a solicitação por meio do Disque Salvador 156, do site ou do aplicativo Salvador Digital. A partir desse contato, a Limpurb realiza um estudo de viabilidade técnica para avaliar a possibilidade de implantação do jardim comunitário na localidade.

Cerca de 280 toneladas de resíduos recicláveis coletados durante o Carnaval de Salvador 2026 já foram encaminhadas para indústrias de reciclagem. O material recolhido será transformado em novos produtos e também garantiu renda para catadores e cooperados envolvidos na operação durante a folia.

Do total contabilizado, 182.643,53 kg foram recolhidos nas centrais de reciclagem instaladas nos circuitos da festa. Os camarotes reuniram 84.525,80 kg de materiais recicláveis e a ação “Plástico é Vida” coletou outros 12.590 kg.

Entre os principais resíduos recolhidos estão latinhas de alumínio, garrafas plásticas, papelão e outros tipos de plástico. Após a triagem feita pelas cooperativas, os materiais seguem para a indústria de reciclagem. O alumínio das latas, por exemplo, pode retornar ao mercado como novas embalagens em um curto período, enquanto o plástico pode ser transformado em novos recipientes, fibras para tecidos, peças industriais e outros produtos.

De acordo com o chefe de Assessoria Estratégica de Gestão da Empresa de Limpeza Urbana de Salvador (Limpurb), Thiago Figueiredo, a atuação durante o Carnaval ocorreu em três frentes principais: a obrigatoriedade de camarotes contratarem cooperativas para realizar triagem e coleta seletiva interna, a instalação de centrais de reciclagem como pontos de apoio aos catadores e a ação “Plástico é Vida”.

Segundo ele, o reforço das estruturas contribuiu para ampliar o volume de materiais coletados neste ano. “Esse reforço e a ampliação das centrais fizeram com que saíssemos de uma coleta de 225 toneladas no Carnaval de 2025 e de 227 toneladas em 2024 para aproximadamente 280 toneladas neste Carnaval de 2026″, disse.

Thiago também destacou que todo o material recolhido é encaminhado para cooperativas, responsáveis pela triagem e comercialização junto às indústrias recicladoras.

“Com isso, além de gerar renda para os catadores autônomos, especialmente nas centrais de reciclagem, com a compra dos materiais, também garantimos renda às cooperativas e aos catadores e catadoras cooperativados. A venda de materiais gera recursos que são distribuídos entre os trabalhadores e contribui para melhorar não apenas a estrutura social, mas também as condições de trabalho das cooperativas”, explicou.

Oportunidade – Para os trabalhadores da reciclagem, o Carnaval representa uma das principais oportunidades de renda do ano. A Cooperativa CRUN, localizada no bairro de Nazaré, recolheu cerca de 21 toneladas de materiais durante a festa. Segundo o presidente da instituição, Cristiano Alves, a atuação dos catadores contribui para reduzir impactos ambientais.

“Uma das principais importâncias desse trabalho, além da questão ambiental, é evitar que esses materiais fiquem espalhados nas ruas e acabem indo parar nos mares, contaminando ainda mais o meio ambiente. Os catadores e as catadoras realizam um trabalho essencial durante o Carnaval, retirando esses resíduos do ambiente”, contou.

Outra cooperativa que participou da coleta foi a Bariri, no Engenho Velho de Brotas, que também arrecadou mais de 20 toneladas de materiais recicláveis durante o Carnaval. O presidente da cooperativa, Elias Júnior, afirmou que neste ano foi possível ampliar o valor pago aos catadores após uma negociação direta com a indústria de alumínio.

“O principal destino do material reciclado neste ano, em especial, foi resultado de uma parceria direta com a fábrica. A lata, por exemplo, foi direta para a indústria. Cortamos todos os atravessadores. Antes, vendíamos para um intermediário, que repassava para outro, até chegar à fábrica. Neste ano conseguimos pagar melhor ao catador, trazendo o preço diretamente da indústria para a mão do trabalhador”, disse Elias.

Lixos esquecidos por banhistas nas praias podem levar anos para se decompor e, em alguns casos, até um milênio, a exemplo das garrafas de vidro, um dos objetos mais “esquecidos” nas areias. A Empresa de Limpeza Urbana de Salvador (Limpurb) foi na segunda-feira (16) até a Praia da Preguiça justamente para conscientizar os seus frequentadores sobre a importância de recolher e descartar corretamente o próprio lixo. A ação faz parte do projeto A Onda é Preservar, Praia Boa é Praia Limpa.

Agentes da Limpurb abordaram banhistas, mas alguns deles também procuraram, por iniciativa própria, o estande montado pela empresa, onde era possível obter informações sobre o tempo que diferentes objetos levam para se decompor na natureza. No local, os visitantes também receberam orientações sobre o descarte correto dos resíduos, além de poder observar animais marinhos empalhados e conhecer as consequências que o lixo pode causar à vida marinha.

A coordenadora de educação comunitária da Limpurb, Rosemary Mascarenhas, explicou que a ação ocorre durante todo o Verão e em diferentes praias da capital baiana, mas sempre levando em consideração aquelas mais movimentadas e as que possuem maior incidência de lixo acumulado por banhistas.

“Realizamos ações com o objetivo de conscientizar e sensibilizar a população sobre a importância do descarte correto do lixo. Isso porque muitos resíduos gerados na praia e deixados, por exemplo, na faixa de areia, não ficam ali. Eles acabam sendo levados pelas ondas para o mar, causando diversos impactos para a fauna e a flora marinha”, afirmou a coordenadora.

Durante a ação, frequentadores da Praia da Preguiça foram incentivados a levar um saquinho para recolher seus resíduos e descartá-los nos kits de praia ou nos contentores mais próximos. Também foram realizadas atividades educativas, como um jogo que ensina os participantes a diferenciar resíduos secos e úmidos, além de orientações sobre como fazer a separação correta e encaminhar esses materiais para a coleta seletiva.

“Além dessas ações nas praias, também realizamos projetos em escolas e instituições públicas e privadas, sempre levando a temática da educação ambiental, com foco na sensibilização da população e na importância do descarte adequado dos resíduos”, completou Rosemary.

Um dos participantes da ação foi o agente de limpeza Lucas Santos, que atua na Praia da Preguiça. De acordo com ele, durante a semana são recolhidos, em média, 40 sacos de lixo por dia. Já nos finais de semana, a média é de 100 sacos, mas em dias de grande movimentação é possível recolher até 120 sacos.

“Aqui aparece lixo de todo tipo, mas o que a gente mais encontra são garrafas de vidro. Muitas mesmo. Também tem muito palito de espetinho, latas e outros resíduos que acabam ficando espalhados pela areia”, comentou o profissional.

Descarte regular – Mas a ação de conscientização não se limitou aos banhistas. Comerciantes também foram orientados sobre a importância de alertar os clientes e até mesmo disponibilizar lixeiras para facilitar o descarte correto dos resíduos. Os próprios permissionários também já se mobilizam para manter o espaço limpo.

Lorena Lago, responsável pelo clube de canoagem Kaiaulu Va’a, afirma que ações recorrentes e permanentes de limpeza são realizadas na Praia da Preguiça. “Sempre que vemos lixo no mar, seja um canudo, uma lata ou qualquer outro resíduo, recolhemos. Também participamos do Dia Mundial da Limpeza, quando promovemos uma grande mobilização na praia. Nessa ação reunimos toda a comunidade esportiva que utiliza a praia, tanto dos esportes aquáticos quanto dos esportes de areia. Apesar do nome, a Praia da Preguiça não tem nada de preguiça. Pelo contrário: hoje é uma praia extremamente ativa”, disse.

Ainda conforme Lorena, mesmo diante de todos os esforços, os banhistas continuam sujando o espaço. Ela lembra que a Praia da Preguiça se tornou uma das praias mais frequentadas durante o Verão na capital baiana, pelo fácil acesso à região central da cidade e pela ausência de ondas no mar.

“A Praia da Preguiça, que antes era pouco conhecida, hoje ganhou visibilidade e passou a receber muito mais frequentadores, não só esportistas, mas também banhistas e turistas. Com isso, naturalmente também aumentou o volume de lixo […] Limpar, limpamos. O grande desafio é não sujar. Por isso essa ação é importante para sensibilizar banhistas, ambulantes, permissionários, esportistas e turistas para que todos tenham compromisso com o descarte correto dos resíduos”, completou.

Alessandra Lira é moradora do bairro de Nazaré. Frequentadora da Praia da Preguiça, ela afirma que sempre que vai à praia se atenta para não deixar nenhum resíduo nas areias, mas nota a irresponsabilidade de outros banhistas. A moradora aprovou a ação da Limpurb.

“Acho que essa ação é importante para conscientizar as pessoas que frequentam a praia, porque eu venho muito aqui com meus filhos e percebo que o movimento é grande. Eu, por exemplo, sempre levo o meu lixo para casa, mas a maioria das pessoas acaba descartando no chão mesmo. O que a gente mais vê aqui são palitos de espetinho e de queijo. Isso pode até machucar alguém”, lembrou.

Ao reformar uma casa ou se desfazer de um móvel antigo, surge a preocupação: como fazer o descarte correto do entulho? A inquietação é mais que necessária, já que abandonar sobras de construção, móveis velhos e outros resíduos sólidos é proibido por lei em Salvador, com previsão de multas e outras penalidades para quem descumprir as regras. A norma vale tanto para pessoas físicas quanto para pessoas jurídicas.

Há, portanto, na capital baiana, pontos exclusivos para esse tipo de descarte: são os ecopontos, locais espalhados pela cidade e criados justamente para evitar o acúmulo irregular de lixo nas ruas, situação que pode provocar problemas como alagamentos, entupimento de canais de drenagem e proliferação de doenças.

Os ecopontos estão localizados nos bairros do Itaigara, Itapuã, Alto da Terezinha, Itacaranha, Bonocô e na Ilha de Bom Jesus dos Passos. Qualquer cidadão pode procurar os pontos para fazer o descarte regular dos resíduos, mas é preciso estar atento ao limite diário permitido. Conforme a legislação municipal, cada pessoa pode descartar, por dia, o equivalente a 50 latas de tinta, 200 carrinhos de mão ou 10 tonéis de resíduos.

A coordenadora de educação comunitária da Limpurb, Rosemary Mascarenhas, existe diferença entre o descarte de lixo doméstico comum e o descarte de resíduos de construção ou os também chamados inservíveis. Essa diferença está principalmente no tipo de material, na forma de coleta e no destino final. O lixo doméstico, por exemplo, é produzido no dia a dia dentro de casa.

Geralmente é recolhido pela coleta pública regular da prefeitura, como restos de comida, embalagens, papel e papelão, plásticos e guardanapos. O destino é normalmente os aterros sanitários ou para programas de reciclagem, quando separado corretamente.

“Já o entulho, são materiais gerados em obras, reformas ou demolições, como tijolos, concreto, areia, gesso e telhas. Esse tipo de resíduos não pode ser colocado nos passeios e vias públicas, e devem ser encaminhados até um Ecoponto mais próximo da residência. Os destinos podem ser unidades de reciclagem de entulho ou aterros específicos”, explica a coordenadora.

A costureira Maria Oliveira, de 52 anos, moradora do bairro do Tororó, no Centro da capital baiana, fez uma reforma em sua casa no final do ano passado. Os entulhos foram levados para o Ecoponto da Bonocô, com ajuda de um vizinho. “Coloquei os baldes em uma carroceria do carro do nosso vizinho e levamos. Eu já sabia que caso descartasse na rua poderia levar multa”, afirmou.
 
Penalidade – O descarte irregular de entulho e móveis velhos pode gerar multa, cujo valor varia conforme a gravidade da infração. A penalidade está prevista na Lei nº 8.512/2013. Para pessoas físicas, as multas variam de R$ 129,10 a R$ 1.936,44; já para pessoas jurídicas, os valores vão de R$ 516,38 a R$ 3.872,83, podendo ser dobrados em caso de reincidência ou quando houver maior risco ao meio ambiente e à saúde pública.

“Além de se constituir como crime ambiental, o descarte irregular de resíduos sólidos traz diversos prejuízos ao meio ambiente e à população, visto que estes pontos irregulares se tornam ambientes propícios para a proliferação de vetores de doença, levam a geração de alagamentos em período de chuva, obstruam as passeios e vias públicas, comprometem a qualidade do ambiente e paisagem do local, além de gerar o aumento dos custos públicos com a remoção do material descartado de forma incorreta e também dos gastos com saúde pública”, finaliza Rosemary.

Devido ao grande movimento nas feiras e mercados municipais durante a Semana Santa, a Empresa de Limpeza Urbana de Salvador (Limpurb) montou uma operação para intensificar a lavagem e varrição nos principais espaços público-comerciais da cidade entre a segunda (30) e a sexta (3).

Um dos locais é o Mercado do Peixe, em Água de Meninos, onde a operação já acontece em dois horários: às 13h e às 22h. O serviço conta com o apoio do Compacteiner, que contribui na limpeza e evita que os resíduos fiquem espalhados. No entanto, durante a Semana Santa, o esquema foi reforçado, com quatro períodos de lavagem ao longo do dia: às 5h, 13h, 17h e após as 22h. Além disso, a varrição é feita com uma equipe de 72 agentes ao longo dos três turnos.

A operação acontece diariamente também no Porto das Sardinhas, Feira e Mercado de Itapuã, Colônia dos Pescadores do Rio Vermelho, Feira de São Joaquim, Feira das Sete Portas, Mercado do Dois de Julho e Mercado de Periperi.

“Nossas equipes estão atuando diuturnamente para promover um ambiente mais limpo e agradável, pois sabemos da necessidade de intensificação da lavagem nas feiras e nos mercados, em virtude do aumento de circulação e de comercialização de peixes e outros produtos vendidos durante a Semana Santa”, afirma o presidente da Limpurb, Carlos Gomes.  

Para Janete Barbosa, frequentadora há mais de dez anos do Mercado do Peixe e moradora da região, já é possível observar uma grande diferença. “Eu estou gostando muito da limpeza, acho que a higiene é muito importante, até para conseguirmos transitar pela feira e escolher os peixes. Vejo que o cuidado aqui está mais intensificado”, diz.

Também frequentador do mercado, Almir Santana afirma que a operação é de grande importância. “A limpeza da feira é necessária para evitar o mau cheiro e a infestação de insetos pelas mercadorias. Antigamente, era muito ruim andar por aqui, mas hoje já dá para notar a diferença”, pontua.

O Carnaval de Salvador entrou na terça-feira (17) para o Guinness World Records, o Livro dos Recordes, com a maior ação de reciclagem de latas de alumínio do mundo, resultado de uma operação conjunta entre cooperativas, Prefeitura, por meio da Limpurb, e o Grupo Solví, patrocinador da iniciativa. O anúncio oficial foi feito no circuito Osmar (Campo Grande).

Ao todo, foram recolhidas mais de 46 toneladas (46.130 kg) de latas de alumínio entre quinta-feira (12) e domingo (15). O volume supera em cinco vezes o recorde anterior, registrado em 2023, no Carnaval do Rio de Janeiro, com 8,8 toneladas (8.825 kg) de latas de alumínio recolhidas durante os desfiles das escolas de samba na Marquês de Sapucaí. A categoria reconhecida pelo Guinness é “a maior quantidade de latas de alumínio coletadas em uma semana”.

“Não há evento de rua que colete mais produtos reciclados como Salvador no Carnaval. Para vocês terem ideia, o Rio de Janeiro já ganhou esse título com 8,8 mil toneladas. Só em um dia, nós chegamos a 6,5 toneladas. Ou seja, o que o Carnaval do Rio produz todos os dias, nós produzimos quase só em um dia. Então, para nós, é um importante reconhecimento pelo Guinness por essa capacidade que a Prefeitura tem e pela preocupação que tem com a sustentabilidade”, afirmou o prefeito Bruno Reis.

O prefeito ainda lembrou que, no ano passado, Salvador entrou para o Guinness Book como a cidade com o maior carnaval de trio elétrico do mundo. “Então, para nós é motivo de alegria ver nossa cidade por duas vezes no Guiness, sendo reconhecida mundialmente pelo grande Carnaval que realiza, especialmente pela pauta da sustentabilidade”, salientou.

Bruno Reis também destacou a parceria com as cooperativas e com algumas instituições, que resultou inclusive na ampliação da coleta de materiais reciclados no Carnaval deste ano. “Já superamos a renda de mais de R$1,2 milhão no Carnaval para os catadores”, concluiu.

Parceria – Toda a renda obtida com a reciclagem foi destinada aos catadores envolvidos na operação, e 100% do material recolhido seguiu para reciclagem. A ação contou com a participação de oito Centrais de Apoio ao Catador, distribuídas pelos circuitos oficiais da festa. Esses pontos funcionaram como locais de entrega e compra de latinhas, onde o material era separado, pesado e armazenado até a coleta realizada durante a madrugada.

“O trabalho compreende um nível alto de complexidade, abrangendo o setor público, o segmento empresarial, mas principalmente as cooperativas e o compromisso com uma gestão sustentável. No fim das contas, a premiação do Guinness evidencia todo um trabalho que executamos e melhoramos ano após ano em Salvador”, pontua o Presidente da Limpurb, Carlos Gomes.

Após essa etapa, as latinhas foram encaminhadas para a Estação de Transbordo do Grupo Solví, onde ocorreu a pesagem oficial. O Grupo Solví também foi responsável por conduzir os procedimentos técnicos necessários para a comprovação do recorde junto ao Guinness.

“O Carnaval de Salvador é um dos maiores eventos culturais do mundo e, agora, também é reconhecido pelo impacto positivo que gera no meio ambiente. Esse resultado só é possível graças a parcerias bem estruturadas, como a realizada com a gestão municipal, com startups que desenvolvem soluções inovadoras e, principalmente, graças ao trabalho dos catadores, que atuam como agentes ambientais durante a festa e garantem que as latinhas tenham o destino correto, ajudando a cidade a deixar um legado positivo”, afirma Ângelo Castro, diretor Regional da Solví.

A startup de impacto socioambiental SOLOS também integrou a força-tarefa e foi responsável por verificar, auditar e consolidar todos os dados referentes ao volume de material encaminhado à Estação de Transbordo do Grupo Solví.

Para o presidente da Saltur e coordenador geral do Carnaval de Salvador, Isaac Edington, o título reforça que sustentabilidade já é eixo central da governança do evento. “Essa é uma das atividades mais importantes dentro da maior operação urbana em larga escala do Carnaval de Salvador, única no mundo. A reciclagem e a economia circular não são ações paralelas — são parte central da governança que construímos para realizar o Carnaval ano após ano com mais eficiência, responsabilidade e legado para a cidade”, declarou.

Força-tarefa – Para garantir a eficiência de toda a operação, foi montada uma logística específica para a coleta das latas descartadas ao longo dos circuitos. O trabalho envolveu equipes especializadas e pontos estratégicos de recebimento distribuídos pelos três trajetos oficiais da festa (Barra-Ondina/Dodô, Campo Grande/Osmar e Pelourinho/Batatinha). As Cooperativas CAEC, CAMAPET, BARIRI, CRG, CATA BAHIA, COOPERGUARY, COOPERES e CRUN, executivas de cada uma das oito Centrais de Reciclagem, foram pontos focais para o recebimento das latinhas durante o processo.

Após a triagem nas Centrais, as latinhas foram enviadas em caminhões para a Estação de Transbordo do Grupo Solví em Salvador, local onde ocorreu a pesagem e que serviu como centro oficial de comprovação do recorde. A pesagem e toda a metodologia de conferência foram acompanhadas por testemunhas independentes, responsáveis por validar as provas exigidas pelo Guinness. Em seguida, foram encaminhadas para as empresas de destinação final Novelis e Latasa.

Com a homologação, Salvador alcança um marco histórico ao consolidar o maior programa de reciclagem já registrado em um evento de grande porte, e garante, pela segunda vez consecutiva, uma premiação do Guinness World Records.

A ampliação dos pontos de coleta nos circuitos oficiais e os benefícios ofertados aos catadores autônomos impactou diretamente no volume de materiais reciclados no Carnaval de Salvador. Nos quatro primeiros dias de festa, a Prefeitura, por meio da Secretaria de Sustentabilidade, Resiliência e Bem-Estar e Proteção Animal (Secis) e da Empresa de Limpeza Urbana (Limpurb), registrou 128,53 toneladas de resíduos coletados.

Há quatro anos trabalhando como recicladora no Carnaval, Sara Santana de Andrade, de 45 anos, afirmou que os pontos de coleta facilitam a rotina dos trabalhadores. Ela também destacou a bonificação oferecida pela Prefeitura a cada 15 kg de plástico mole.

“A quantidade de pontos de coleta facilita nossa vida. É tudo muito rápido e tranquilo. Também estou muito contente com a bonificação para o plástico. Isso incentiva a gente a coletar mais para ganhar uma renda extra”, disse a trabalhadora.

Em razão dos bons números do primeiro dia, quando foram registrados mais de 14 mil quilos, frente a 10 mil no mesmo dia de 2025, o titular da Secis, Ivan Euler, revelou esperar um crescimento significativo no volume total de recicláveis coletados em relação ao Carnaval passado.

“Registramos um grande aumento de materiais recicláveis na quinta-feira, cerca de 40% a mais do que em 2025. No sábado, também tivemos um volume expressivo na Barra. O Centro tem maior movimentação no domingo, na segunda e, principalmente, na terça. A expectativa é superar a quantidade registrada em 2025, chegando a mais de 170 toneladas neste ano”, disse Ivan Euler.

O presidente da Limpurb, Carlos Augusto Gomes, destaca que o resultado positivo é fruto de um trabalho horizontal: “Nossas ações de reciclagem são um trabalho conjunto entre gestão pública, terceiro setor e o segmento privado. Elas contribuem ainda mais com a economia circular, geram emprego e renda para os catadores, promovem mais dignidade e humanização para um segmento importante da nossa população, bem como incentiva e consolida a sustentabilidade como uma agenda prioritária da nossa gestão”, afirmou.

Estrutura — Além das 11 centrais que foram distribuídas nos circuitos Circuito Osmar (Centro) e Circuito Dodô (Barra/Ondina), os recicladores entregaram resíduos em dois novos pontos: na Rua das Vassouras, no Pelourinho, e em Cajazeiras, onde ocorre o Carnaval nos Bairros. A medida integrou áreas fora dos circuitos tradicionais à política de sustentabilidade.

A Prefeitura mantém oito Centrais de Reciclagem. São quatro na Barra – Rua Carlos Chiaccio, Rua Marques de Leão em frente ao Banco do Brasil, Rua Marques de Leão em frente ao prédio Nau e Rua Miguel Burnier -; uma na Ondina – Av. Oceânica, em frente ao antigo Isba -; e três no Centro – no topo da Ladeira da Montanha, na Praça da Aclamação e em frente ao Orixás Center, no Politeama.

As estruturas são administradas por cooperativas parceiras que realizam coleta, triagem, pesagem e recolhimento, juntamente com a Prefeitura. A Cooperativa de Reciclagem e Serviços da Bahia (Cooperes), responsável pela unidade na Ladeira da Montanha, conta com 50 profissionais que apoiam os catadores autônomos.

“Nós, com apoio da Prefeitura, atendemos essas pessoas para que não sejam invisíveis. Aqui, elas recebem EPIs, camisas e calças, além de vender os materiais recicláveis por um preço justo. Pagamos o mesmo valor das grandes empresas do segmento na Bahia”, afirmou o presidente Elias Pires dos Santos.

Outra ação da Prefeitura é a Plástico é Vida – Catando na Avenida, promovida pela Limpurb. Desde 2018, ela funciona paralelamente à mega-operação de limpeza feita pela autarquia no Circuito Dodô, coletando resíduos de plástico que são descartados ao longo da avenida após o fim dos desfiles. A operação é feita em parceria com a Cooperativa dos Recicladores da Unidade do Ogunjá – Cooperbari.

Economia — Um dos pilares da economia circular, a reutilização de materiais recicláveis contribui para a preservação ambiental e movimenta a economia local. Somente a comercialização dos recicláveis já colocou mais de R$ 1 milhão em circulação.

“Conversando com catadores e cooperados, identificamos que o Carnaval funciona como um 13º, 14º e até 15º salário. É a grande oportunidade do ano para obter renda extra e investir em melhorias na casa”, concluiu Ivan Euler.

Mais de 3 mil profissionais atuaram na megaoperação montada pela Empresa de Limpeza Urbana de Salvador (Limpurb) durante todos os dias do Carnaval, atuando em todos os circuitos, festas nos bairros e ilhas da capital baiana.

Foram utilizados 188 equipamentos entre triciclos, caminhões-baú, caminhões-pipa, caminhões compactadores e caminhões de sucção que deram suporte às atividades operacionais.

Além disso, também foram disponibilizados 3,3 mil banheiros químicos e 90 banheiros climatizados, distribuídos por cerca de 200 pontos em todos os circuitos da festa, incluindo opções acessíveis para pessoas com deficiência (PCD).

Os serviços realizados incluem varrição manual e mecanizada, coleta de resíduos, lavagem de vias e logradouros, além da instalação, limpeza e manutenção dos sanitários públicos, contemplando os circuitos oficiais, seus acessos e os bairros que integram a programação carnavalesca.

De acordo com o presidente da Limpurb, Carlos Augusto Gomes, a operação é uma verdadeira força-tarefa e demonstra o quanto a capital baiana está preparada para oferecer aos foliões, trabalhadores e toda a população ambientes limpos antes, durante e após cada dia da festa.

“Quero registrar meu agradecimento a todos os nossos profissionais que já atuam no período pré-Carnaval e àqueles que estarão diretamente envolvidos nesta operação. Temos consciência dos desafios, mas também a convicção de que esta será uma operação histórica e que, mais uma vez, nossas equipes vão demonstrar competência, compromisso e dedicação antes, durante e depois de cada dia de festa”, declarou.

Abrangência da operação – Além de atuar nos cinco principais circuitos do Carnaval,  Orlando Tapajós (Ondina/Barra), Sérgio Bezerra (Farol da Barra/Morro do Cristo), Batatinha (Centro Histórico), Osmar (Centro) e Dodô (Barra/Ondina), a operação também atendeu o Carnaval nos bairros.

Estavam incluídos o Circuito Mestre Bimba (Nordeste de Amaralina), Circuito Riachão (Garcia), Circuito das Águas (Itapuã), além das festividades nos bairros e ilhas, como Liberdade, Cajazeiras, Plataforma, Periperi, Paripe, Boca do Rio, Piatã, Pau da Lima, Ilha de Maré, Ilha dos Frades e Ilha de Bom Jesus, entre outros pontos da cidade.

Reciclagem – Como parte das ações de sustentabilidade, foram instaladas oito Centrais de Apoio ao Catador, destinadas à compra e venda de materiais recicláveis. Os espaços foram gerenciados por cooperativas e contaram com o suporte da Limpurb, que disponibilizou toda a infraestrutura necessária para o funcionamento das atividades, além de caminhões-baú para o transporte diário dos materiais recicláveis armazenados nas centrais até as sedes das cooperativas.

A Limpurb também apoiou mais uma edição do projeto “Plástico é Vida, Reciclando na Avenida”, iniciativa voltada à coleta específica de plásticos, realizada durante as madrugadas, paralelamente à operação de limpeza dos circuitos. O processo contou com o apoio de um caminhão compactador e das equipes de varrição. Os materiais recolhidos foram destinados à Cooperativa de Trabalho dos Recicladores da Unidade do Ogunjá (Cooperbari).

A Empresa de Limpeza Urbana de Salvador (Limpurb) implementou na terça-feira (10) um novo Ponto Verde na Rua Vicente Celestino, no bairro de Marechal Rondon. A iniciativa tem como objetivo revitalizar áreas degradadas e combater o descarte irregular de resíduos, promovendo maior qualidade de vida para a população.

A instalação foi acompanhada por uma ação porta a porta realizada por profissionais de fiscalização da Limpurb. A equipe reforçou o horário da coleta local, que acontece às 9h, com o auxílio da moto coletora nas ruas transversais, e repasse às 13h. Também foram dadas orientações para o descarte correto dos resíduos aos estabelecimentos comerciais da região.

“Com essa ação, atingimos boa parte dos comerciantes e moradores, e esse movimento é essencial para extinguir de maneira eficiente este ponto de descarte irregular. Além disso, eles compreenderam a importância de se atentar ao horário da coleta porta a porta, para apresentar seus resíduos de forma adequada”, destacou Cristina Jungwirth, agente de fiscalização da Limpurb.

Os comerciantes da área aprovaram a iniciativa. “Esse Ponto Verde é muito importante para melhorar a qualidade de vida para nós, comerciantes, pois o lixo acumulado fedia muito e atrapalhava o trânsito. Acredito que nós também podemos ajudar, colocando o lixo no horário certo da coleta”, afirmou Juliana Borba.

Outro comerciante, Zenilton Oliveira, pontuou: “O problema daqui não é a coleta, e sim a falta de conscientização da população. A coleta passa diariamente, mas as pessoas insistem em colocar o lixo depois do horário, e ainda há moradores de outros lugares que vêm até aqui para descartar entulhos”.

A Prefeitura de Salvador, através da Empresa de Limpeza Urbana (Limpurb), segue com o trabalho de manutenção da limpeza e preservação das praias da capital baiana, assegurando espaços mais limpos e agradáveis para moradores, turistas, atletas e comerciantes ao longo de toda a orla.

Na segunda-feira (2), por exemplo, em razão das celebrações no Rio Vermelho, a Limpurb iniciou às 7h uma operação especial que segue até as 22h, com a atuação de 11 equipes especiais, totalizando 275 agentes de limpeza.

No período pós-festa, entre os dias 2 e 3 de fevereiro, das 23h às 6h, oito equipes especiais, somando 200 agentes, além de 14 agentes de varrição, atuaram na limpeza completa das vias, passeios e áreas públicas utilizadas durante o evento. A operação contou com o suporte de oito caminhões, oito caminhões compactadores e seis caminhões-pipa, com capacidade de 15 m³.

O trabalho contínuo tem sido reconhecido por frequentadores das praias. Felipe Sampaio, que costuma visitar a praia de Patamares, destacou a qualidade do serviço prestado. “Apesar de muitos não colaborarem com a limpeza, a Limpurb tem feito um trabalho muito positivo. Que as pessoas passem a se conscientizar mais para manter as praias limpas”, afirmou.

Na praia de Jaguaribe, o treinador do Galícia Esporte Clube, Danilo de Souza, também elogiou as condições encontradas durante o treino da equipe. Segundo ele, o grupo realizou atividades na manhã desta semana e encontrou a praia em excelente estado. “Por sermos atletas, é de extrema importância que a praia esteja limpa para evitar acidentes. A praia estava em excelente estado”, ressaltou.

O presidente da Limpurb, Carlos Augusto, reforçou que o trabalho da empresa vai além dos grandes eventos e é realizado de forma contínua. “Neste domingo, 2 de fevereiro, já era esperado um grande fluxo de pessoas em razão da Festa de Iemanjá. Por isso, planejamos uma operação para atender tanto quem participa da festa quanto quem aproveita o dia nas praias da cidade. Esse esforço alcança resultados ainda melhores com o apoio da população. Pedimos que todos colaborem com o trabalho dos nossos profissionais e ajudem a manter as praias limpas”, pontuou.

Reconhecida como Patrimônio Cultural de Salvador e considerada a maior manifestação religiosa pública do candomblé no estado, a Festa de Iemanjá atrai fiéis e turistas vestidos de branco que depositam presentes para a orixá em agradecimento ou pedido.

A Empresa de Limpeza Urbana de Salvador (Limpurb), em parceria com a Secretaria Municipal de Sustentabilidade, Resiliência, Bem-estar e Proteção Animal (Secis), a Ambev e a startup Baiana Solos, implantou uma Central de Reciclagem pelo quarto ano consecutivo, que tem como objetivo reduzir os impactos ambientais da festa e gerar renda para as cooperativas e catadores de materiais recicláveis. O trabalho ocorreu às 22h do domingo (01) e se estendeu até as 23h da segunda (02).

No ano passado, a estrutura recebeu mais de seis toneladas, rendeu mais de R$ 57,5 mil e 100 bonificações de R$ 50 para cada 10 kg de plástico coletado. Além do trabalho com a Central de Reciclagem, a Secis e a Limpurb realizam campanhas de conscientização, nas redes sociais e no próprio ambiente da festa, para a adoção de presentes biodegradáveis.

“A iniciativa ajuda os catadores autônomos, que trabalham na rua. Também ajudamos as cooperativas, remuneradas juntamente com os cooperados, que atuam em esquema de plantão de 8 horas. Além disso, ajudamos o meio ambiente, com a retirada tanto da latinha quanto do plástico — plástico mole e PET — da rua, que poderiam acabar indo para o mar. Esse é um programa que tem os três pés da sustentabilidade: ambiental, econômico e social.”, destacou o titular da Secis, Ivan Euler.

“Novamente, a central realiza a compra a um preço justo dos materiais recicláveis, pagando R$ 8 pelo quilo do alumínio, e distribui equipamentos de proteção individual para os catadores e catadoras autônomas. Como no ano passado a festa foi no domingo e este ano acontece na segunda, então talvez haja uma queda na quantidade de recicláveis, mas a nossa expectativa segue alta”, afirmou Thiago Figueiredo, chefe da assessoria de planejamento da Limpurb.

Para Silvana Cordeiro, de 37 anos, as festas de rua são uma alternativa para ampliar a renda que sustenta a família. “Ajuda muita gente. A cooperativa paga meta para a gente, então vale a pena. A gente recebe material, bota, tudo organizadinho, para ter tanto a proteção como o lucro, que a gente quer mais. Para mim, está melhor a cada ano. Eu já consegui colocar o telhado da minha casa através da reciclagem; se você reparar, dá para fazer muita coisa com esse dinheiro que recebemos daqui”, disse.

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