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Serviços municipais promovem sustentabilidade, segurança e ordenamento na Festa de Iemanjá

Reconhecida como Patrimônio Cultural de Salvador e considerada a maior manifestação religiosa pública do candomblé no estado, a Festa de Iemanjá atrai fiéis e turistas vestidos de branco que depositam presentes para a orixá em agradecimento ou pedido.

A Empresa de Limpeza Urbana de Salvador (Limpurb), em parceria com a Secretaria Municipal de Sustentabilidade, Resiliência, Bem-estar e Proteção Animal (Secis), a Ambev e a startup Baiana Solos, implantou uma Central de Reciclagem pelo quarto ano consecutivo, que tem como objetivo reduzir os impactos ambientais da festa e gerar renda para as cooperativas e catadores de materiais recicláveis. O trabalho ocorreu às 22h do domingo (01) e se estendeu até as 23h da segunda (02).

No ano passado, a estrutura recebeu mais de seis toneladas, rendeu mais de R$ 57,5 mil e 100 bonificações de R$ 50 para cada 10 kg de plástico coletado. Além do trabalho com a Central de Reciclagem, a Secis e a Limpurb realizam campanhas de conscientização, nas redes sociais e no próprio ambiente da festa, para a adoção de presentes biodegradáveis.

“A iniciativa ajuda os catadores autônomos, que trabalham na rua. Também ajudamos as cooperativas, remuneradas juntamente com os cooperados, que atuam em esquema de plantão de 8 horas. Além disso, ajudamos o meio ambiente, com a retirada tanto da latinha quanto do plástico — plástico mole e PET — da rua, que poderiam acabar indo para o mar. Esse é um programa que tem os três pés da sustentabilidade: ambiental, econômico e social.”, destacou o titular da Secis, Ivan Euler.

“Novamente, a central realiza a compra a um preço justo dos materiais recicláveis, pagando R$ 8 pelo quilo do alumínio, e distribui equipamentos de proteção individual para os catadores e catadoras autônomas. Como no ano passado a festa foi no domingo e este ano acontece na segunda, então talvez haja uma queda na quantidade de recicláveis, mas a nossa expectativa segue alta”, afirmou Thiago Figueiredo, chefe da assessoria de planejamento da Limpurb.

Para Silvana Cordeiro, de 37 anos, as festas de rua são uma alternativa para ampliar a renda que sustenta a família. “Ajuda muita gente. A cooperativa paga meta para a gente, então vale a pena. A gente recebe material, bota, tudo organizadinho, para ter tanto a proteção como o lucro, que a gente quer mais. Para mim, está melhor a cada ano. Eu já consegui colocar o telhado da minha casa através da reciclagem; se você reparar, dá para fazer muita coisa com esse dinheiro que recebemos daqui”, disse.

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