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Confira o trabalho da Limpurb para destinação correta de resíduos em Salvador

Criado: 09 Agosto 2024

Para recolher e transportar a média diária de 2,7 mil toneladas de resíduos domiciliares e 2,4 mil toneladas de resíduos de construção civil, além de podas e materiais inservíveis, a Empresa de Limpeza Urbana de Salvador (Limpurb) dispõe de equipamentos específicos, com a finalidade de segregar e destinar da forma correta cada tipo de material. No caso do resíduo domiciliar, são utilizados os caminhões compactadores de 12 m³ até 20 m³, caminhões compactadores de até 6m³, e triciclos, sendo estes de menor porte para realizar o serviço em ruas estreitas, morros, becos e vielas.

Resíduos de construção civil descartados de forma irregular em vias públicas, podem ser removidos de forma manual ou mecanizada de acordo com a demanda de cada local. Para realizar a remoção de forma manual é necessário caminhões basculante de até 10 m³ e caminhões poliguindaste duplo. Já para o serviço de forma mecânica, além dos caminhões basculantes, também se faz necessário uma pá carregadeira para remover com maior agilidade um grande volume de materiais.

Para transportar poda e resíduos volumosos, como restos de móveis, eletrodomésticos, colchões e objetos similares, são necessários caminhões de carroceria de 7m. Já os grandes volumes, como tronco de árvores, carcaça de veículos abandonados, big bags e similares, são utilizados caminhões munck em virtude do peso elevado ou comprimento.

Após a coleta, o material domiciliar e as podas recolhidos são direcionados para o Aterro Metropolitano Centro (AMC). Os materiais volumosos são conduzidos para a Central de Tratamento, assim como os resíduos de construção civil – estes podem ser reaproveitados.

As medidas seguem a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), instituída através da Lei Federal 12.305/2010 e que, no art. 3°, estabelece a “distribuição ordenada de rejeitos em aterros, observando normas operacionais específicas de modo a evitar danos ou riscos à saúde pública e à segurança e a minimizar os impactos ambientais adversos”.

Participação dos cidadãos – A coordenadora do Núcleo de Educação Comunitária da Limpurb, Rosemary Mascarenhas, explicou que, conforme orientado pela PNRS, cada tipo de resíduo deve ter a disposição ou destinação final correta e por isso, devem ser separados se possível, ainda em casa. “As pessoas podem separar os resíduos úmidos, que são basicamente matéria orgânica e rejeitos e os secos, materiais recicláveis como papéis, papelão e outros. Resíduos de construção civil e materiais volumosos, devem ser direcionados para um dos ecopontos fornecidos pelo município”, pontuou.

Para a professora Cássia Silva, moradora de Paripe, separar os resíduos domiciliares é essencial. “Desde 2016, faço a separação dos resíduos secos e úmidos. Essa prática simples e diária não só facilita o trabalho da coleta seletiva, mas também contribui significativamente para a preservação ambiental”, afirmou.

Além de realizar a separação, Cássia ainda buscou uma cooperativa que atua na região do Subúrbio, para destinar de forma correta seus resíduos recicláveis. “Também realizo o envio dos materiais secos para a cooperativa Cooperguary e os úmidos faço compostagem. Esse tipo de separação ajuda a minimizar a contaminação e impede a propagação de doenças”, ressaltou.

O presidente da Limpurb, Carlos Augusto Gomes, reforçou que a separação prévia dos materiais facilita o trabalho dos agentes e contribui com a limpeza da cidade. “Quando os resíduos domiciliares se misturam ao entulho e materiais inservíveis, isso dificulta o trabalho dos nossos profissionais, que precisam separar e coletar aquilo que compete ao equipamento que estão trabalhando no momento”, comentou.

Gomes ainda salientou que a destinação adequada dos resíduos de construção civil e materiais volumosos, favorece o reaproveitamento desses materiais. “É importante que as pessoas descartem o entulho, móveis ou eletrodoméstico em um dos nossos ecopontos. Dessa forma conseguimos ter um reaproveitamento maior desses materiais evitando assim impactos ambientais e problemas de saúde”, concluiu.

Ecopontos – Os Ecopontos são locais de entrega voluntária, dotados de estrutura física, através dos quais a população pode efetuar o encaminhamento de pequenos volumes de resíduos provenientes dos domicílios, a exemplo de: resíduos de construção civil (RCC), materiais recicláveis, resíduos volumosos e ou inservíveis e resíduos vegetais. O horário de funcionamento é de segunda a sábado, das 7h às 17h.

Em Salvador, estão disponíveis quatro ecopontos, com horário de funcionamento de segunda a sábado, das 7h às 17h, são eles: Ecoponto Itaigara, na Rua Wanderley de Pinho, s/n, Itaigara (acesso via Avenida ACM, atrás do Hiper Posto BR); Ecoponto Itapuã, na Rua Alto do Abaeté, s/n, Itapuã (em frente à sede do bloco Malê Debalê); Ecoponto Mané Dendê, na Rua Cardeal Jean – Alto da Terezinha, e Ecoponto Bom Jesus, na Rua da Fonte Nova s/n.

Cooperativas – No site da Limpurb, na aba “Terceiros” e seção “Cadastramento de Cooperativas” é possível encontrar a relação de cooperativas cadastradas na Limpurb, com endereço e materiais que são recebidos nesses locais.

Legislação – O decreto municipal n° 25.595/2014 orienta como o cidadão deve descartar o entulho, alertando ser proibido “lançar, depositar, permitir ou propiciar a deposição de resíduos sólidos, bens inservíveis, resíduos da construção civil e resíduos de poda em terrenos baldios, logradouros públicos, rios, lagos, lagoas, riachos, canais, córregos ou às suas margens, ou ainda em qualquer outro local não permitido pelo poder público”.

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